Acari

A CIDADE

Inicialmente habitado pelos índios Tarairiús, a povoação atual teve início no século XVIII, com a expansão das fazendas de gado ao longo dos rios da região, com principal destaque ao Sargento- Mor Manuel Esteves de Andrade, vindo da Serra do Saco e Tomás de Araújo Pereira, português natural do Minho que se estabeleceu na fazenda Picos por volta de 1750.

Em 1737, deu-se a fundação da capela de Nossa Senhora da Guia por requerimento ao Bispo de Olinda feito por Manuel Esteves de Andrade. A dita capela tornou-se matriz quando da criação da paróquia do Acari em 13 de março de 1835, sendo posteriormente dedicada a Nossa Senhora do Rosário quando da fundação da nova e suntuosa Matriz no alto da colina em 1863.

A criação do município se deu através de Resolução do Conselho do Governo do dia 11 de abril de 1833, quando se efetivou a emancipação do município de Caicó.

De acordo com o IDEMA, há dois tipos de solo na área do município: litólicos eutróficos e cálcico. Sua aptidão para a atividade agrícola é regular e restrita para pastagem natural. Nas áreas correspondentes a cálcico, as terras são aptas para culturas especiais de ciclo longo (algodão arbóreo, sisalcaju e coco). Na parte centro / norte as terras são indicadas para preservação da fauna e flora ou para recreação.

O ponto mais alto do município é a Serra Bico de Arara, a 654 metros.

 

IGREJA DO ROSÁRIO

Acari, na ribeira do Rio Acauã, surgiu de um pouso de viajantes, a partir da construção da Capela de Nossa Senhora da Guia pelo sargento‐mor Manuel Esteves de Andrade, que solicitou autorização para tal em 1737. Ela foi, nos séculos XVIII e XIX, a segunda povoação mais importante do Seridó (Caicó era a primeira), e só chegou a ser vila em 1833. Entre 1836 a 1840, a capela passou por reformas, adquirindo corredores laterais. Na década de 1870, com a construção da nova matriz, sua invocação passou a ser de Nossa Senhora do Rosário (Pombal, Igreja de Nossa Senhora do Rosário).

A edificação é de alvenaria de pedra e tijolos. O frontispício, com cornija e frontão alteados, e vergas em arco abatido, é uma simplificação do modelo corrente na região de Pernambuco na segunda metade do século XVIII (Recife, Capela de Nossa Senhora da Conceição das Jaqueiras).

No interior, destaca‐se o conjunto policromado e dourado da capela‐mor (retábulo, forro e arco‐cruzeiro), com desenho próprio da época de D. Maria.

A igreja foi classificada pelo IPHAN em 1964. Entre 1969 e 1979, passou por uma série de modificações, incluindo reparos gerais, eliminação das galerias, dos altares laterais e dos arcos que se abriam para a capela‐mor e a nave.
  

Museu Histórico de Acari/RN

O museu foi construído em 1887 para abrigar a força pública, a cadeia, e a intendência de Acari, o antigo paço e cadeia foi tombado pelo IPHAN em 16 de junho de 1964 e restaurado em 1980, transformou-se em um museu em 1990. Desde então divulgam a história das duas mais antigas principais fontes econômicas do município: a criação de gado e o cultivo do algodão.

Agora, totalmente reformado, os bens que compõem o acervo do museu foram doados em 1990, pela comunidade urbana e rural, Em seu acervo se destaca o artesanato, a moradia rural, utensílios domésticos, de trabalho, armas, instrumentos musicais entre outros, que representam os costumes do homem sertanejo e sua história.

O museu do sertanejo é um dos mais expressivos celeiros culturais do Nordeste Brasileiro e

Pode ser considerado o maior patrimônio histórico de Acari, pois é memorável, ele oferece ao povo com seus bens um legado, que no caso seria (a carga cultural da cidade contada pelo museu). Quando entramos no museu ele deixa bem claro tudo aquilo que ele quer passar, a preservação das crenças e costumes peculiares do homem seridoense.

Além de ser classificado também como Patrimônio cultural pois conta a Historia através de seus costumes, suas comidas típicas e crenças.

A Arte pode se manifestar na casa de taipa dentro do museu que representa a vida dos sertanejos no passado, podemos dizer que isso é arte, pois pode causar um sentimento de pena ou de orgulho, ao leitor que pode vim à interpreta-la.

 

BARRAGEM MARECHAL DUTRA (GARGALHEIRAS)

 

 

A Barragem Marechal Dutra, mais conhecido como Açude Gargalheiras, é uma barragem/açude que está situado no município de Acari (ficando a 210 km da capital Natal) no estado brasileiro do Rio Grande do Norte. Localiza-se na bacia hidrográfica do Rio Piranhas-Açu, tendo sido inaugurado em 1959, e atualmente conta com capacidade máxima 44.000.000 metros cúbicos.

A estrutura deixada pelo DNOCS no entorno da parede do açude serve como equipamento túristico; principalmente no periodo de “cheia” do açude muito turistas vão visitar a barragem. Foi eleito a 3ª maravilha do Rio Grande do Norte em 2007.

MARCO DA PAZ

Acari é a primeira cidade do nordeste brasileiro a receber o Monumento Marco da Paz. A solenidade de inauguração aconteceu no dia 08 de agosto de 2014 e contou com a presença da então Governadora do Estado Rosalba Ciarlini e do Prefeito de Acari, Isaias Cabral, do Pe. Flávio Medeiros, Pe. Costa, Monsenhor Raimundo, do criador Gaetano Brancati Luigi e do casal Valdemir dos Santos e Edna Galvão.

A escolha de Acari para receber o marco foi articulada pelo casal Valdemir dos Santos e Edna Galvão. Durante uma viagem ao Vaticano os dois conheceram o criador do monumento, o italiano Gaetano Brancati Luigi. Ao saber da história decidiram construir o símbolo da paz no Seridó potiguar. “Foi um momento de felicidade e muita emoção naquele encontro, que aconteceu por acaso. O encontro acabou resultando em algo muito bonito, em um lugar que é importante para nós e que pode levar esperança para o mundo que vive dias de discórdia e guerras”, disse Edna Galvão.

O Monumento Marco da Paz é formado por um arco e um sino, símbolos que marcaram o fim de um período difícil para milhares de pessoas como italiano Gaetano Brancati Luigi. Luigi, como prefere ser chamado, viveu as dificuldades da 2ª Guerra Mundial quando tinha apenas 8 anos. O pai dele lutou durante o conflito. Ele conta que durante esse período a família enfrentou frio, fome e solidão, o que causou a todos um grande sofrimento. Por isso o momento em que os sinos soaram anunciando o fim da Guerra encheu a todos de esperança. “Não esqueço o som que os sinos fizeram ao fim da Guerra, era o fim de dias de dor e medo”, relata. A partir disso Luigi sentiu-se motivado a contribuir de alguma maneira pela paz mundial até que surgiu a ideia de construir algo que lembrasse a todos o valor de viver em paz. A família emigrou para América, primeiro para Argentina e depois para o Brasil, mas a vontade do italiano permanecia intacta. Até que em 1999 finalmente o primeiro Marco da Paz foi erguido com apoio da Associação Comercial de São Paulo.

Agora são 17 Monumentos da Paz espalhados por 6 países. E mais de 7 mil miniaturas distribuídas entre personalidades do Brasil e do mundo como o Papa Francisco e o Papa Emérito Bento XVI.

 

RIO ACAUÃ

O rio Acauã é um curso de água intermitente pertencente a bacia do Piranhas-Açu, mais conhecida por sua barragem formar o açude Gargalheiras, na cidade de Acari. É o maior braço-afluente do rio Seridó. A maior parte de seu curso se localiza no estado do Rio Grande do Norte, no entanto sua nascente é localizada na vertente ocidental da serra da Borborema, na Paraíba.

Sua nascente está localizada em uma região de rochas nuas e de colinas rochosas escarpadas, o que torna sua descarga muito rápida perdendo seu potencial hídrico pela falta de infiltração no solo e grande evaporação. No entanto, por se tratar de um rio de grande velocidade, suas cheias trazem sedimentos que depositadas em suas vazantes propiciam grande fertilidade às suas terras.

Sua bacia ocupa uma área de 384,5 km, sendo a extensão de seu curso principal de 121 km. Sua precipitação anual média é de 503 mm. Devido ao clima semi-árido é comum em sua bacia realizar a prática da açudagem, onde o mesmo conta com 94 açudes, desses 13 públicos e 81 de domínio privado.

SERRA BICO DA ARARA

A Serra do Bico da Arara fica localizada no município de Acari, Região Seridó do Rio Grande do Norte, e constitui um dos principais atrativos naturais do município.

Trata-se de uma elevação granítica, com 654 m de altitude, onde se observa a presença de uma fenda vertical originada a partir de processos naturais, formando uma espécie de gruta que, durante os meses de março a outubro, abriga uma grande quantidade de andorinhões, provavelmente, de origem chilena. Esses andorinhões migrantes são responsáveis por realizarem um belíssimo espetáculo ao saírem e retornarem à gruta, ao amanhecer e anoitecer, respectivamente. Em função de sua presença, a fenda recebe o nome de “Furna das Andorinhas”. Também em função delas, a Serra do Bico da Arara foi alvo de várias reportagens veiculadas a nível nacional na mídia televisiva, tornando-se uma das serras mais conhecidas do município.

O grande número de andorinhas visitantes gerava também um volume considerável de esterco, o qual era aproveitado economicamente pelo proprietário da Fazenda Ingá, onde se localiza a serra. Para aumentar a produtividade, construiu-se uma espécie de barragem artificial com o intuito de acumular e reter o escoamento do esterco, diminuindo o desperdício. Segundo relatos de alguns antigos moradores da localidade, o esterco de andorinha chegou a ser exportado para a capital do Estado, Natal, onde era utilizado como adubo, inclusive para o gramado do Estádio João Machado (Machadão).
No topo da serra, o ponto culminante do município, encontra-se uma rocha oca interiormente, no formato de um bico (ver figura), que deu nome ao lugar. Embaixo dessa rocha, um grande salão lembrando uma caverna convida os visitantes a se aventurarem numa subida de cerca de 2 horas para vislumbrar a paisagem – uma vasta extensão da chamada Depressão Sertaneja – e sentir um topoclima típico serrano.

A escultura, no formato de um bico de arara, recheia o imaginário popular, que registra a existências de várias lendas a respeito da forma assumida atualmente pela rocha, que tem a ponta do bico quebrada. Segundo uma dessas lendas, a ponta do bico fora quebrada por um louco que sempre atirava pedras na rocha, situada no topo da serra.
Além desta, várias outras lendas são contadas na região, entre as quais destaca-se a da caipora, que maltrata os cachorros dos caçadores e embelezam os cavalos trançando suas crinas. Para os caçadores essa lenda é tão real que muitos não se atrevem a entrar no mato sem portar fumo e cachaça para ofertarem à caipora.